terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Por que mais um livro contra Deus?
O Código da Vinci já saiu de moda. O livro do momento é "Deus, um Delírio" (The God delusion), de Richard Dawkins. Parece que a imprensa internacional nunca viveu um período tão triunfalista quanto ao lançamento deste livro. "Em Deus, um delírio, a debilidade intelectual da crença religiosa é desnudada sem piedade, assim como os crimes cometidos em nome dela" (The Times). "Este livro é um apelo declarado para que não nos acovardemos mais" (The Guardian). "Richard Dawkins é nosso ateu mais brilhante" (The Spetactor).
Segundo o próprio Dawkins, se o livro funcionar do modo como ele pretende, os leitores religiosos que o abrirem serão ateus quando o terminarem. Ele retratada a religião da pior maneira possível e tenta mostrar que esta é a origem de toda a maldade existente no mundo (associando-a com o Talibã, os ataques suicidas, as cruzadas, os evangélicos extorquindo dinheiro se seus fiéis).Diz também que os ateus precisam "sair do armário", proclamado o orgulho ateu, assim como fizeram os corajosos homossexuais. Combate toda forma de ensino religioso às crianças, mostrando que as pessoas estão aprisionadas em uma religião, que geralmente é a dos pais, pois foram vitimas de uma doutrinação infantil (quer que as crianças aprendam somente a teoria da evolução, não como a teoria razoável e bem-fundamentada que é, mas como um fato absoluto e indiscutível). O livro mostra que a saída para a humanidade está no ateísmo e no fim de todas as religiões. O autor tem sido alardeado como um dos três principais intelectuais do mundo (junto com Umberto Eco e Noam Chomsky).
Mas o livro também tem atraído muitas críticas e decepções. Três livros já foram escritos até o momento contestando suas idéias, os quais Richard Dawkins chama de parasitas em seu website. A Editora Mundo Cristão apresenta uma contestação evangélica, e chama de O delírio de Dawkins. Escrito por Alister McGrath (da Universidade de Oxford), outrora ateu, doutorou-se em biofísica molecular antes de tornar-se teólogo. Este acredita na absoluta inconsistência dos argumentos de Dawkins, aliados à uma intolerância desmedida. E segundo Francis Collins, diretor do Projeto Genoma, "Alister McGrath analisa as conclusões do livro Deus, um delírio e desmantela o argumento de que a ciência deve levar ao ateísmo. McGrath demonstra como Richard Dawkins abandonou sua usual racionalidade para abraçar o amargo e dogmático manifesto do ateísmo fundamentalista".
O Delírio de Dawkins mostra que há muita especulação pseudocientífica associada a críticas culturais mais amplas sobre a religião. O livro é em geral pouco mais que um ajuntamento de falsas afirmações convenientemente exageradas para alcançar o impacto máximo de manipular e influenciar a opinião pública. Alister McGrath supõe que seu livro seja lido principalmente por cristãos desejosos de saber que dizer a seus amigos que leram Deus, um delírio, os quais estarão se questionando se os cristãos são de fato tão pervertidos, degenerados e irracionais como o livro os descreve. Espera, também, que entre os leitores possam existir ateus, cuja mente ainda não esteja totalmente fechada.
Ateísmo
Existe um grande número de pessoas sem religião, divididos basicamente em três grupos: os não-praticantes, que acreditam em Deus, expressam uma fé, mas que não costumam freqüentar a uma igreja; os agnósticos, que só admitem os conhecimentos adquiridos pela razão e evitam qualquer conclusão que não possa ser demonstrada cientificamente; e os ateus, que não acreditam em Deus e negam qualquer forma de divindade.
Em 1882, o filósofo Friedrich Nietzsche (1844–1900), expressando o crescimento do ateísmo, declara: "Deus está morto!" Nos anos 1960, com a proclamação da Nova Era, diziam que a religião estava desaparecendo. Mas se o fim das religiões já era previsto há muitos anos atrás, porque seria necessário escrever mais um livro desse tipo?
O ateísmo vem crescendo a cada ano em todo o mundo. A Europa já foi o berço do cristianismo para a humanidade, e hoje caminha rumo à escuridão da fé. Nos últimos 100 anos, o ateísmo cresceu de aproximadamente 1,7 milhão para cerca de 130 milhões de pessoas. Só entre os britânicos, 44% das pessoas declararam não acreditar em Deus. O escritor Richard Miniter (correspondente do jornal inglês The London Sunday Times em Bruxelas, na Bélgica) declarou: "Quando você diz aos europeus que vai à igreja aos domingos, as pessoas o olham como se fosse uma peça de museu. Lá, apenas 5% da população freqüenta cultos regularmente e, deste percentual, 3% são negros.
Contudo, só o fato de Richard Dawkins ter escrito um livro de mais de quinhentas páginas combatendo toda idéia de religião (especialmente o cristianismo) é em si mesmo altamente significativo. O que chama a atenção em Dawkins é o surgimento de uma nova expressão no panorama religioso do país: o ateu militante. Ele não é apenas um não-religioso, mas ANTI-RELIGIOSO. A sociedade vibra com suas idéias, sem dar o menor valor para a importância deste fato: os nazistas eram anti-judeus, os skin-heads são anti-homossexuais e anti-negros. E esse ódio a um grupo especifico de pessoas tem gerado as maiores atrocidades cometidas pelo ser humano. Agredir a uma pessoa é um ato repugnante em qualquer cultura. Mas se essa pessoa faz parte do Mal, precisa ser exterminada.
À semelhança dos religiosos, eles organizam encontros, participam de grupos de discussão na Internet e até fundaram uma ONG, a Sociedade Terra Redonda. O objetivo não é outro senão conclamar as pessoas sem fé religiosa a assumir o próprio ateísmo, e ridicularizar todo tipo de expressão mística ou religiosa. Apesar de todo este esforço, Nietzsche morreu, juntamente com muitos grupos ateístas. Mas Deus está mais vivo do que nunca.
O pianista cósmico
(Por Michelson Borges, citando a revista Diálogo Universitário 5, de 1993)
Imagine uma família de camundongos que tenha vivido toda sua vida em um grande piano. A eles, no mundo de seu piano, vinha a música do instrumento, enchendo todos os lugares escuros com som e harmonia. No início, os camundongos ficaram impressionados. Eles extraíam conforto e admiração do pensamento de que havia Alguém que produzia tal música, embora invisível a eles. Gostavam de pensar no Grande Pianista que não podiam ver.
Então, um dia, um destemido camundongo resolveu subir na parte superior do piano e retornou cheio de idéias. Ele tinha descoberto como a música era produzida. As cordas eram o segredo – cordas firmemente esticadas com tamanhos graduados, as quais tremiam e vibravam. Eles deviam agora fazer uma revisão de suas velhas crenças; ninguém, a não ser os mais conservadores, poderia crer mais no Pianista Invisível.
Mais tarde, outro explorador conduziu a explicação mais adiante. Martelos eram agora o segredo, um número de martelos dançando e saltando sobre as cordas. Esta era uma teoria um pouco mais complicada, mas tudo demonstrava que eles viviam em um mundo puramente mecânico e matemático. O Pianista Invisível passou a ser considerado um mito.
Mas o Pianista continuou a tocar.
http://www.richarddawkins.net
http://www.odeliriodedawkins.com.br
http://www.revistaenfoque.com.br/index.php?edicao=74&materia=837:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u322666.shtml:
http://www2.uol.com.br/debate/1380/cadd/cadernod02.htm
http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2007/08/dawkins_um_deli.html :
http://malprg.blogs.com/francoatirador/2007/08/o-evangelho-seg.html:
http://www.mundocristao.com.br
www.submarino.com.br
http://www.siciliano.com.br
Postado por ezequielnetto
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Ezequiel Netto
Pode a Vida Ser Produzida em Laboratório?
Se todo ser vivo é gerado de um ser precedente, igual a ele, como surgiu o primeiro ser? Essa pergunta vinha incomodando a humanidade até que, por volta dos anos 30, o russo Aleksandr Oparin desenvolveu uma teoria para desvendar o mistério. Segundo ele, a vida surgiu há cerca de 3,5 bilhões de anos, originando-se a partir da combinação de elementos químicos presentes na Terra primitiva. Oparin publicou sua tese num livro, A Origem da Vida, mesmo não tendo elementos que a comprovassem.
Em 1953, a revista científica Science publicou uma notícia bombástica: os pesquisadores Stanley Miller e Harold Urey haviam finalmente conseguido reproduzir a origem da vida em laboratório, confirmando a teoria de Oparin! Partindo da hipótese de que as condições na Terra primitiva favoreciam a ocorrência de reações químicas que transformavam compostos inorgânicos em compostos orgânicos precursores da vida, Miller e Urey realizaram o seguinte experimento:
Em um recipiente projetado para ser uma versão artificial da (suposta) atmosfera terrestre primitiva, inseriram os principais gases atmosféricos como gás carbônico, oxigênio e metano, além de vapor d’água. Por meio de descargas elétricas e ciclos de aquecimento e condensação de água, obtiveram, após algum tempo, moléculas dos aminoácidos glicina e alanina. Como esses aminoácidos entram na composição de proteínas, que, por sua vez, são essenciais à vida, eles concluíram que as condições primitivas da Terra teriam permitido a formação de moléculas orgânicas através de reações químicas na atmosfera e, consequentemente, o aparecimento de vida.
Miller foi muito criticado por alguns cientistas, pois anunciou ter descoberto a origem da vida depois de ter produzido apenas dois aminoácidos em seu laboratório, sendo que a vida, em sua forma mais elementar, requer um mínimo de 20 tipos diferentes. Em tempos mais recentes, porém, outros cientistas repetiram o mesmo experimento e conseguiram obter 22 aminoácidos. Embora até hoje não exista processo conhecido que tenha convertido esses aminoácidos em uma forma de vida, os evolucionistas afirmam que esse experimento é prova de que a vida originou-se a partir de produtos químicos inorgânicos. É essa também a base usada nas escolas para ensinar a teoria evolucionista da origem da vida.
O que os cientistas não falam!
Entretanto, algumas informações importantíssimas vêm sendo omitidas pela Ciência ao longo de todos esses anos. Uma delas é que não se conseguiu gerar um único ser vivo no laboratório – apenas aminoácidos. Aqui, cito o Dr. Charles McCombs, Ph.D. em Química Orgânica:
Aminoácidos podem ser os tijolos das proteínas, e proteínas são necessárias para a vida, mas isso não significa que aminoácidos são os tijolos da vida. Eu poderia ir a uma loja de autopeças e comprar todas as peças para construir um carro, mas isso não iria me fornecer um veículo motorizado em funcionamento. Assim como deve haver um mecânico para fazer um veículo motorizado a partir daquelas autopeças, deve haver um montador para fazer os aminoácidos se tornarem proteínas e, assim, possibilitar a vida em nossos organismos.
Outra questão importante tem a ver com a arquitetura química dos aminoácidos.
As moléculas dos aminoácidos são formadas por vários átomos que se encaixam, dando origem a uma estrutura em três dimensões. Essas moléculas, quando submetidas à luz polarizada (de um aparelho chamado polarímetro), podem desviar um feixe de luz para a direita (molécula dextrógira) ou para a esquerda (molécula levógira). Na Química, esse fenômeno recebe o nome de quiralidade. Dessa forma, duas moléculas (chamadas enantiômeros) podem ser idênticas e simétricas entre si, com a única diferença de que uma é dextrógira e outra, levógira. São como uma imagem no espelho uma da outra, exatamente como nossas mãos direita e esquerda. Uma mistura equilibrada dos dois tipos de molécula (chamada mistura racêmica) não desviaria a luz, pois uma anularia o efeito da outra.
Um dos primeiros pesquisadores a observar esse fenômeno foi Louis Pasteur, ao estudar as propriedades óticas de substâncias isoladas do tártaro que se depositava nos barris de vinho durante o processo de envelhecimento. Ele isolou o ácido tartárico (que desviava a luz polarizada para a direita) e o ácido paratartárico, que desviava a luz polarizada para a esquerda. Essa observação deu origem à estereoquímica, que é a parte da Química Orgânica que estuda as moléculas em três dimensões.
Em uma experiência na qual os aminoácidos são formados ao acaso, comprovadamente o resultado obtido seria uma mistura racêmica, com mais ou menos 50% na forma L (levógira) e 50% na forma D (dextrógira). É como jogar uma moeda para o alto – temos 50% de chance de obter cara e 50% de obter coroa. Esse seria o resultado esperado se a vida realmente houvesse surgido a partir de fenômenos casuais semelhantes ao da experiência de Miller citada anteriormente.
Novamente, recorro ao Dr. Charles McCombs para explicar a deficiência da experiência de Miller e de todas as tentativas subsequentes de provar como a vida poderia ter surgido espontaneamente:
Embora Miller e Urey tenham formado aminoácidos em seus experimentos, todos os aminoácidos que se formaram tinham carência de quiralidade. É um fato da Química aceito universalmente que a quiralidade não pode ser criada em moléculas químicas por um processo aleatório. [...] O fato de aqueles aminoácidos perderem quiralidade não é só um problema a ser debatido, mas também aponta para um insucesso catastrófico na tentativa de provar que “vida” surgiu de produtos químicos por processos naturais.
Impossível ter acontecido por acaso
No artigo O Fenômeno da Quiralidade – Bases de Estereoquímica, Ana Paula Paiva observa que, no ser humano, existem 22 tipos de aminoácidos que constituem as proteínas e as enzimas. Apenas um dos aminoácidos (glicina) não é quiral; todos os demais 21 o são. Dos 21 aminoácidos quirais, 20 têm a mesma configuração levógira (esquerda), enquanto só a cisteína (o único aminoácido contendo enxofre) tem a configuração inversa.
O que teria determinado toda essa preferência quiral? Por que, em nosso organismo, encontramos basicamente aminoácidos levógiros? O que aconteceu para que os dextrógiros não fossem formados? Quem interferiu nos resultados dessa experiência?
O mesmo artigo formula a pergunta da seguinte maneira: “Existirá quiralidade nos compostos químicos constituintes dos seres vivos terrestres por acaso? Ou a quiralidade será antes uma predestinação nascida nos confins do Universo?”
O cientista brasileiro, Dr. Marcos N. Eberlin, chama essa característica de “assinatura química”, uma autenticação de Deus em sua obra criada:
A vida, quando observada `mais de longe´, superficialmente, já se mostra extremamente bela, complexa, simétrica, sincronizada, uma obra de arte, um esplendor absoluto. [...] Como químico, estudo a arquitetura da matéria, como foram formados os átomos, as moléculas, quais são as leis que regem o mundo atômico e molecular e suas transformações. Percebo, então, em uma dimensão atômica e molecular, como Deus é realmente um Ser de suprema inteligência e elegância, o Arquiteto, o Artista sem-par. Nessa dimensão, percebo uma riqueza extraordinária de detalhes, uma arquitetura constituída das mais diferentes formas geométricas, lindas, harmônicas, periódicas, perfeitas. [...] As proteínas, outro espetáculo, uma arquitetura química tridimensional e com pontos de encaixe engenhosamente posicionados que confere a essas moléculas propriedades diversas, uma eficiência extraordinária como aceleradores de reações jamais igualada por qualquer outra espécie química. Beleza, simetria, design, engenhosidade, sincronismo, ordem, linguagem e periodicidade, quantização, tridimensionalidade - são assinaturas inquestionáveis de um Deus em tudo absolutamente espetacular!
Os estudos de Estereoquímica ganharam importância nos anos 60, a partir do fenômeno talidomida. A talidomida é um sedativo leve e pode ser utilizado no tratamento de náuseas, muito comum no período inicial da gravidez. Quando foi lançado, era considerado seguro para o uso de grávidas, sendo administrado como uma mistura racêmica, ou seja, uma mistura composta pelos seus dois enantiômeros, em partes iguais. Entretanto, uma coisa que não se sabia na época é que o enantiômero L levava à má-formação congênita, afetando principalmente o desenvolvimento normal dos braços e pernas do bebê. O uso indiscriminado desse fármaco levou ao nascimento de milhares de pessoas com gravíssimos defeitos físicos. Um outro exemplo da quiralidade é o adoçante aspartame, no qual o isômero L é doce e o D é amargo.
A observação da quiralidade é muito importante, pois, para agir no organismo, uma substância precisa ligar-se a um receptor específico na membrana celular ou interagir com uma enzima, que é uma proteína de alto nível organizacional. Uma molécula com a quiralidade invertida simplesmente não se encaixaria corretamente no receptor, não cumprindo seu propósito ou provocando uma reação totalmente indesejável como no caso da talidomida citada acima.
Outro problema para os evolucionistas é o DNA. A molécula de DNA é feita de bilhões de moléculas químicas complexas denominadas nucleotídeos, e essas moléculas de nucleotídeo existem como isômeros ópticos “D” ou dextrógiros. Os isômeros “L” de nucleotídeos podem ser preparados em laboratório, mas não existem no DNA natural. Não há meios pelos quais um processo aleatório pudesse ter formado essas proteínas e o DNA com sua quiralidade singular.
Quando moléculas de nucleotídeos vêm juntas para formar a estrutura do DNA, elas desenvolvem uma espiral que forma a estrutura de dupla hélice do DNA. O DNA desenvolve uma espiral na cadeia, porque cada componente contém quiralidade. Se uma molécula na estrutura do DNA tivesse quiralidade imprópria, o DNA não existiria na forma de dupla hélice e não exerceria corretamente sua função.
Alguma coisa mágica aconteceu nesse processo de criar isômeros de apenas um tipo. Seria algo parecido com jogar uma moeda pra cima por milhões de vezes e só tirarmos coroa – e nenhuma vez cara! Não temos como fugir: alguém estava no controle de todo esse processo. Sabe quem? Deus!
Alguns cientistas, professores e jornalistas atuais tentam isolar Deus no campo da religião, deixando a Ciência totalmente isenta de conceitos relacionados com a divindade. Esse argumento é bastante usado para se impedir o ensino da teoria criacionista nas escolas paralelamente com a teoria de evolução das espécies. Depois de tudo o que foi exposto acima, é difícil acreditar que a quiralidade típica dos compostos químicos constituintes dos seres vivos se tenha desenvolvido por acaso. Assim, como se poderá justificar esse fenômeno insólito? Como podemos separar Deus da Ciência, pois ele mesmo foi o autor e gestor de todos os fenômenos naturais? Ou aceitamos que ele criou todos os nossos aminoácidos e proteínas quirais ou continuaremos nas trevas da informação científica, tentando explicar verdades absolutas de forma fantasiosa. Aí, a Ciência deixa de ser Ciência e passa a ser superstição.
Fontes de pesquisa:
Nossa Homoquiralidade – artigo de Michelson Borges
Fármacos e Quiralidade - http://qnesc.sbq.org.br/online/cadernos/03/quiral.pdf
O Fenômeno da Quiralidade – Bases da Estereoquímica, de Ana Paula Paiva (publicado no Boletim da Sociedade Portuguesa de Química) http://www.spq.pt/boletim/docs/boletimSPQ_103_056_09.pdf
Importância Farmacêutica dos Compostos Quirais - http://www.farmacia.ufg.br/revista/_pdf/vol4_1/REF%2008-14.pdf http://www.impacto.org.br/t02006.htm
por Ezequiel Netto
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Faça Valer
Durma quando o sono bater
Acorde quando Deus quiser
Assista menos TV
Cante no chuveiro, escreva um livro, faça um filme, se apaixone todo dia
por você...
Pare tudo ao entardecer
não importa o que tiver pra fazer
Veja o sol se pondo no mar
Ria sem motivo, pinte um quadro, veja desenho animado
Se apaixone de verdade por alguém
Faça tudo valer a pena
a vida é tão imensa e ao mesmo tempo é tao pequena
Faça tudo valer a pena
Dizer EU TE AMO não devia ser um problema
Faça o que quiser fazer
Fale o que a voz quer dizer
Que seja como tiver de ser
Jogue o seu relógio fora, conte estrelas, molde nuvens
Se apaixone todo dia
pelo mesmo alguém
Faça tudo valer a pena
a vida é tão imensa e ao mesmo tempo é tao pequena
Faça tudo valer a pena
Dizer EU TE AMO não devia ser problema pois,
"tudo vale a pena quando a alma não é pequena"
Faça tudo valer a pena
a vida é tão imensa e ao mesmo tempo é tao pequena
Faça tudo valer a pena
Dizer EU TE AMO não devia ser um problema
Faça tudo valer a pena...
Faça tudo valer a pena. ..
Durma quando o sono bater
Acorde quando Deus quiser
Assista menos TV
Cante no chuveiro, escreva um livro, faça um filme, se apaixone todo dia
por você...
Pare tudo ao entardecer
não importa o que tiver pra fazer
Veja o sol se pondo no mar
Ria sem motivo, pinte um quadro, veja desenho animado
Se apaixone de verdade por alguém
Faça tudo valer a pena
a vida é tão imensa e ao mesmo tempo é tao pequena
Faça tudo valer a pena
Dizer EU TE AMO não devia ser um problema
Faça o que quiser fazer
Fale o que a voz quer dizer
Que seja como tiver de ser
Jogue o seu relógio fora, conte estrelas, molde nuvens
Se apaixone todo dia
pelo mesmo alguém
Faça tudo valer a pena
a vida é tão imensa e ao mesmo tempo é tao pequena
Faça tudo valer a pena
Dizer EU TE AMO não devia ser problema pois,
"tudo vale a pena quando a alma não é pequena"
Faça tudo valer a pena
a vida é tão imensa e ao mesmo tempo é tao pequena
Faça tudo valer a pena
Dizer EU TE AMO não devia ser um problema
Faça tudo valer a pena...
Faça tudo valer a pena. ..
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
domingo, 22 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
SEJA UM IDIOTA
A idiotice é vital para a felicidade.
Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.
No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.
Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?
hahahahahahahahaha!...
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?
Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.
Dura, densa, e bem ruim.
Brincar é legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.
Pule corda!
Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.
Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.
Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.
Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:
passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...
Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!
Arnaldo Jabor
Sem nenhum enfado e com uma bela narrativa, Eldredge fala do inconsciente coletivo. Explica que a humanidade sempre criou e contou histórias para explicar suas dúvidas e expressar seus anseios. Mas não é mera coincidência as semelhanças dessas narrativas mitológicas que acompanham nossa história na Terra. Todos nós pertencemos à mesma história e por isso repetimos nas artes os resquícios que sobraram em nossa alma. Deus plantou no coração do homem desejos e dúvidas que o atrai instintivamente a ele.
A leitura do livro parece dá um zoom em todos os fatos históricos que o mundo já passou e, de longe, nos faz enxergar melhor o plano de Deus e como é importante estarmos inseridos nele. Trechos das obras de autores como C.S. Lewis, Frederick Buechner, J. R. Tolkien e Soren Kierkegaard trazem ainda mais base e inspiração à obra, que de tão leve pode ser lida em menos de uma semana. São 126 páginas com bons espaçamentos, páginas amareladas, muitos subtítulos e apenas 4 capítulos, ou seja, o ideal para leitores iniciantes e poucos conhecedores do evangelho.
“Todas essas histórias foram extraídas da História, da Realidade. Ouvimos seu eco a vida inteira. Um segredo escrito em nosso coração. Uma grande batalha para enfrentar e alguém para lutar por nós. Uma aventura, algo que exige tudo o que temos, algo para ser repartido com aqueles a quem amamos e de quem necessitamos. Há uma história da qual não podemos fugir. Há uma história escrita no coração humano.” (pg.21)
Essa é uma história que vale a pena ser lida e vivida.
O Evangelho Segundo Deus – a história que Deus quer contar e que você quer ouvir.
Título original: Epic
John Eldredge
Editora Thomas Nelson
Jesus não volta essa noite
Durante os primeiros anos em que freqüentei uma congregação evangélica, sempre ouvia de forma repetitiva algo do tipo: “Jesus pode voltar esta noite, você está preparado?”.
Pois bem, algumas coisas sempre me intrigaram em relação a esta exposição das escrituras e vou colocá-las aqui para você.
1. Se Jesus volta essa noite por que o pregador está tão calmo falando sobre isso? Será que isso para ele era uma coisa bem simples? A Bíblia chama esse dia de o “Grande e Terrível Dia do Senhor”. Logo penso que se algo “grande e terrível” se aproxima, eu não estaria muito calmo falando sobre isso.
2. Se Jesus volta essa noite porque estávamos em um culto e não evangelizando para levar almas para o céu?
Mas de todas as coisas que me intrigavam, existe algo, hoje, que me faz afirmar que Jesus não volta essa noite. Este algo se chama Bíblia Sagrada (à venda nas melhores livrarias). Vejamos.
Mateus 24.14
E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.
O que a palavra “então” lembra para você? Para mim, lembra que antes não poderia acontecer e agora pode. É algo mais ou menos assim: depois que o evangelho for pregado, então (e só então) virá o fim.
Então pergunto:
- O evangelho já foi pregado a todas as nações?
- O evangelho pregado as nações tem sido o evangelho do reino?
Jesus se referiu ao evangelho como “este evangelho”. Nosso evangelho é o “este evangelho” de Jesus ou um outro evangelho? (Leia Gálatas).
SE NÃO PREGARMOS O EVANGELHO A TODAS AS NAÇOES O FIM NÃO VIRÁ.
SE O EVANGELHO PREGADO NÃO FOR O EVANGELHO QUE JESUS PREGOU OU SEJA,
O EVANGELHO DO REINO O FIM TAMBÉM NÃO VIRÁ.SE PREGARMOS A TODAS AS NAÇÕES ESTE
EVANGELHO ATUAL DE PROSPERIDADE E “ADMINISTRAÇÃO DO PECADO” O FIM NÃO VIRÁ.
Não esqueça se não for a todas as nações, se não for o verdadeiro evangelho do reino, então certamente Jesus não volta esta noite.
Ângelo
Monte Mor
sábado, 14 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Fenômeno Evangélico!!
No Brasil, a tradição da fé católica perdurou e, até o século XIX, era a única reconhecida oficialmente. Naquela época, quem não era católico não podia trabalhar para o Estado. Entretanto, os outros cultos eram permitidos, desde que não fossem praticados dentro de edificações cujas arquiteturas lembrassem uma igreja.
Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Biblia Online Atualmente, com o crescimento dos evangélicos no país, surgem templos para as mais diferentes tribos urbanas, que vão dos adeptos do heavy metal aos lutadores de jiu jitsu e surfistas. São igrejas voltadas para públicos que se diferenciam pelo visual, como tatuagens e o uso de piercings. Uma aparência que, muitas vezes, incomoda o conservadorismo presente no catolicismo e nas tradicionais denominações evangélicas.
De acordo com a antropóloga e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Léa Freitas Perez, o surgimento dessas novas igrejas é uma expressão religiosa de um fenômeno cultural contemporâneo. É o chamado pluralismo da religião. “A religião, como qualquer outro elemento da cultura, precisa se adaptar ao tempo. Isso é importante para o fortalecimento da crença. As igrejas tradicionais perdem fiéis porque não se adaptam às mudanças do tempo”, explica
O fato de compartilharem da mesma fé e gostarem de rock’n roll, usarem roupas pretas e terem cabelos grandes foi um dos motivos que levou um grupo de jovens a criarem sua própria igreja: a Caverna de Adulão, que, desde 1992, funciona em Belo Horizonte. “A caverna surgiu da necessidade de se compartilhar a mensagem do evangelho com uma geração de jovens que era rejeitada nas igrejas oficiais por questões culturais”, explica o pastor Geraldo Luiz da Silva.
É entre os evangélicos que surgem as propostas de igrejas flexíveis. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, uma prancha de surfe virou púlpito para uma igreja descolada: a Bola de Neve, criada inicialmente para os surfistas. Em Fortaleza, há cerca de um ano, a Igreja Evangélica Congregacional desenvolve um projeto com alunos de jiu jitsu. No local, os jovens “Lutadores de Cristo” oram, sobem no tatame para lutar e assistem à pregação do pastor.
“Essa foi a maneira que encontramos para alcançar os jovens que nunca entraram em uma igreja. Aqui pregamos a paz, e uma das nossas regras de conduta é não se envolver em brigas nas ruas”, diz o coordenador do projeto, lutador e seminarista Elder Pinto.
A diversidade de igrejas mostra que a religiosidade é nômade. “As igrejas que mais têm sucesso são aquelas receptivas, festivas, que não exigem uma exclusividade dos fiéis”, diz a antropóloga Léa Perez.
Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Biblia Online Atualmente, com o crescimento dos evangélicos no país, surgem templos para as mais diferentes tribos urbanas, que vão dos adeptos do heavy metal aos lutadores de jiu jitsu e surfistas. São igrejas voltadas para públicos que se diferenciam pelo visual, como tatuagens e o uso de piercings. Uma aparência que, muitas vezes, incomoda o conservadorismo presente no catolicismo e nas tradicionais denominações evangélicas.
De acordo com a antropóloga e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Léa Freitas Perez, o surgimento dessas novas igrejas é uma expressão religiosa de um fenômeno cultural contemporâneo. É o chamado pluralismo da religião. “A religião, como qualquer outro elemento da cultura, precisa se adaptar ao tempo. Isso é importante para o fortalecimento da crença. As igrejas tradicionais perdem fiéis porque não se adaptam às mudanças do tempo”, explica
O fato de compartilharem da mesma fé e gostarem de rock’n roll, usarem roupas pretas e terem cabelos grandes foi um dos motivos que levou um grupo de jovens a criarem sua própria igreja: a Caverna de Adulão, que, desde 1992, funciona em Belo Horizonte. “A caverna surgiu da necessidade de se compartilhar a mensagem do evangelho com uma geração de jovens que era rejeitada nas igrejas oficiais por questões culturais”, explica o pastor Geraldo Luiz da Silva.
É entre os evangélicos que surgem as propostas de igrejas flexíveis. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, uma prancha de surfe virou púlpito para uma igreja descolada: a Bola de Neve, criada inicialmente para os surfistas. Em Fortaleza, há cerca de um ano, a Igreja Evangélica Congregacional desenvolve um projeto com alunos de jiu jitsu. No local, os jovens “Lutadores de Cristo” oram, sobem no tatame para lutar e assistem à pregação do pastor.
“Essa foi a maneira que encontramos para alcançar os jovens que nunca entraram em uma igreja. Aqui pregamos a paz, e uma das nossas regras de conduta é não se envolver em brigas nas ruas”, diz o coordenador do projeto, lutador e seminarista Elder Pinto.
A diversidade de igrejas mostra que a religiosidade é nômade. “As igrejas que mais têm sucesso são aquelas receptivas, festivas, que não exigem uma exclusividade dos fiéis”, diz a antropóloga Léa Perez.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Do surf à Pregação
Bola de Neve Church tem o esporte na raíz e jovens como estrutura
Pense rápido: onde é que o púlpito é uma prancha de surf? Os fiéis, em sua grande maioria, são adolescentes e jovens, o louvor a Deus é embalado pela melodia do reggae e da surf music e, mais, a palavra de Deus é pregada por meio de um português simples, (bastante coloquial até), a fim de atingir a juventude ali presente? Não sabe? A resposta é na Bola de Neve Church. Nascida entre os anos de 1999 e 2000, pelas mão do pastor Rinaldo Luiz de Seixas Pereira, a igreja ganhou este caráter ligado ao surf pelo apoio de um empresário do setor que concedeu o primeiro espaço para que fossem realizados os cultos de uma galeria restrita que já se reunia para louvar a Deus. No site da Bola de Neve Church o Pr. Rinaldo explica por que a prancha virou púlpito. "Uma empresa de surf também vende pranchas, e uma delas, um longboard, piscou para mim e virou púlpito, desde da primeira reunião, um acaso que ajudou a compor a identidade da Igreja." Hoje, a Bola de Neve é considerada um fenômeno no que diz respeito ao número
de jovens que concentra, especialmente pelo estilo que possui. Às quintas e domingos à noite, uma galera entre 15 e 29 anos de idade lota o salão da igreja, localizada na rua Turiassú no bairro da Lapa, em São Paulo, para louvar a Jesus e ouvir a palavra de Deus. Apesar da concepção da igreja ser toda baseada no surf e nos esportes radicais - como a própria fachada da igreja faz questão de enfatizar - não são só os "atletas de cristo" que freqüentam os cultos. O sucesso da Bola de Neve com a juventude é tanto que também atinge jovens sem qualquer envolvimento com práticas esportivas.
E como é que é essa Bola de Neve? Ao chegar na igreja você é recebido por jovens que trabalham ali e o convidam a assistir ao encontro e louvar a Deus. Mas isso não é uma missão fácil. É tanta gente junta (em média, mil e quinhentos jovens) que fica difícil encontrar um cantinho para conseguir acompanhar a celebração. O som alto que reverbera pelos dois andares do prédio (ambos, lotados de jovens) faz a galera entrar logo no clima e quando você menos espera, o louvor começa. Por alguns momentos, você até esquece que está numa igreja, agora, mais parecida com um show de rock. A grande diferença é que é um "show do bem", ou seja, sem droga, sem bebida, e mais: com harmonia entre quem está ali presente.
Conseguir conversar com alguém é quase impossível. Durante o louvor, todos cantam, pulam e agitam os braços ouvindo a música e acompanhando a letra que passa no telão. Para falar com um único evangélico da Bola de Neve você precisa convencê-lo a perder alguns minutos com um entrevista, e quem disse que é fácil? (Enfim...conseguimos) No meio de tanta agitação, Grace Barros Tocantins, de 29 anos, recém-formada em Fisioterapia, cedeu alguns de seus minutos para contar sua história com a religião, (e que história!)
Grace já foi seguidora de inúmeras religiões. Freqüentou a umbanda por influência dos pais, passou pelo catolicismo e fez catequese, mas saiu, virou wicca na adolescência e também deixou de ter fé, até cair na Bola de Neve. "Comecei a namorar um rapaz que me trouxe para cá. No início, estranhei bastante porque não seguia nenhuma religião mas, mesmo assim, me senti tocada", lembra. O namoro acabou e, aos poucos, Grace foi abandonando a igreja. Esteve em apuros no mundo das drogas, até decidir voltar. "Era um momento em que precisava muito de Deus. Já tinha procurado de tudo, mas nada me completava. Quando eu voltei pro Bola, encontrei Jesus e aí tudo mudou", diz.
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Pense rápido: onde é que o púlpito é uma prancha de surf? Os fiéis, em sua grande maioria, são adolescentes e jovens, o louvor a Deus é embalado pela melodia do reggae e da surf music e, mais, a palavra de Deus é pregada por meio de um português simples, (bastante coloquial até), a fim de atingir a juventude ali presente? Não sabe? A resposta é na Bola de Neve Church. Nascida entre os anos de 1999 e 2000, pelas mão do pastor Rinaldo Luiz de Seixas Pereira, a igreja ganhou este caráter ligado ao surf pelo apoio de um empresário do setor que concedeu o primeiro espaço para que fossem realizados os cultos de uma galeria restrita que já se reunia para louvar a Deus. No site da Bola de Neve Church o Pr. Rinaldo explica por que a prancha virou púlpito. "Uma empresa de surf também vende pranchas, e uma delas, um longboard, piscou para mim e virou púlpito, desde da primeira reunião, um acaso que ajudou a compor a identidade da Igreja." Hoje, a Bola de Neve é considerada um fenômeno no que diz respeito ao número
de jovens que concentra, especialmente pelo estilo que possui. Às quintas e domingos à noite, uma galera entre 15 e 29 anos de idade lota o salão da igreja, localizada na rua Turiassú no bairro da Lapa, em São Paulo, para louvar a Jesus e ouvir a palavra de Deus. Apesar da concepção da igreja ser toda baseada no surf e nos esportes radicais - como a própria fachada da igreja faz questão de enfatizar - não são só os "atletas de cristo" que freqüentam os cultos. O sucesso da Bola de Neve com a juventude é tanto que também atinge jovens sem qualquer envolvimento com práticas esportivas.
E como é que é essa Bola de Neve? Ao chegar na igreja você é recebido por jovens que trabalham ali e o convidam a assistir ao encontro e louvar a Deus. Mas isso não é uma missão fácil. É tanta gente junta (em média, mil e quinhentos jovens) que fica difícil encontrar um cantinho para conseguir acompanhar a celebração. O som alto que reverbera pelos dois andares do prédio (ambos, lotados de jovens) faz a galera entrar logo no clima e quando você menos espera, o louvor começa. Por alguns momentos, você até esquece que está numa igreja, agora, mais parecida com um show de rock. A grande diferença é que é um "show do bem", ou seja, sem droga, sem bebida, e mais: com harmonia entre quem está ali presente.
Conseguir conversar com alguém é quase impossível. Durante o louvor, todos cantam, pulam e agitam os braços ouvindo a música e acompanhando a letra que passa no telão. Para falar com um único evangélico da Bola de Neve você precisa convencê-lo a perder alguns minutos com um entrevista, e quem disse que é fácil? (Enfim...conseguimos) No meio de tanta agitação, Grace Barros Tocantins, de 29 anos, recém-formada em Fisioterapia, cedeu alguns de seus minutos para contar sua história com a religião, (e que história!)Grace já foi seguidora de inúmeras religiões. Freqüentou a umbanda por influência dos pais, passou pelo catolicismo e fez catequese, mas saiu, virou wicca na adolescência e também deixou de ter fé, até cair na Bola de Neve. "Comecei a namorar um rapaz que me trouxe para cá. No início, estranhei bastante porque não seguia nenhuma religião mas, mesmo assim, me senti tocada", lembra. O namoro acabou e, aos poucos, Grace foi abandonando a igreja. Esteve em apuros no mundo das drogas, até decidir voltar. "Era um momento em que precisava muito de Deus. Já tinha procurado de tudo, mas nada me completava. Quando eu voltei pro Bola, encontrei Jesus e aí tudo mudou", diz.
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